Técnica Vocal- Percepção da Voz na Gravação.

Olá pessoal!

 

Nesse último post de 2015 postarei um material que (espero) possa sanar a cruel angústia de muitos quando se deparam com a seguinte situação. “Gravei minha voz e achei horrível! Essa não é a minha voz!!”

Pois é, tenho escutado atenciosamente esse relato mencionado acima e por mais que tente explicar que realmente existe uma explicação cientificamente comprovada para esse desconforto, geralmente o cantor ou cantora insiste em acreditar que a sua voz tem um problemas ou que não possui “talento” o suficiente.

Para tentar elucidar mais a respeito dessa situação postarei uma matéria publicada no site www.uol.com.br que explica o que acontece quando gravamos nossa voz. Seja cantando ou falando, ao reproduzirmos a gravação, geralmente, não a reconhecemos como aquela voz que escutamos sempre e, por isso, achamos que ou o equipamento de gravação é ruim ou nossa voz é feia. Na verdade o problema é nossa percepção…

Aqui está a matéria!

 

Clique Ciência: Por que é tão estranho ouvir nossa voz quando gravada?

Cintia Baio
Colaboração para o UOL

16/12/2015 13h20

Para muitos de nós, ouvir a própria voz em uma gravação ou filmagem é constrangedor. Parece que aquele som não é nada parecido com a voz que estamos acostumados a ouvir quando falamos. Sabe o que faz com que a nossa voz seja tão diferente daquela gravada? São as diferentes maneiras como o som é transmitido para o nosso ouvido interno.

A maioria dos sons alcança nossos ouvidos através de vibrações que chegam pelo ar. É o que acontece, por exemplo, quando ouvimos as vozes de outras pessoas, o barulho da chuva, uma música e a nossa própria voz gravada.

O som externo chega à orelha, passa pelo canal auditivo e chega até a membrana timpânica (uma fina camada que separa o ouvido externo do ouvido médio). Ao receber o som, a membrana vibra e movimenta os menores ossos do corpo humano: o martelo, a bigorna e o estribo, localizados no ouvido.

Esses pequenos ossos transmitem o som até a porção mais interna do ouvido, chamada cóclea, onde existem células que, quando estimuladas pelo som, liberam impulsos nervosos que são transmitidos para o cérebro através do nervo auditivo.

No entanto, o ouvido interno não é estimulado apenas por ondas de som externo. Ele também capta as vibrações que acontecem dentro do próprio corpo. E é a combinação desses dois tipos de captação (ar e ossos) que faz com que o som que você ouve quando fala seja diferente daquele gravado.

Quando falamos, as vibrações das cordas vocais ressoam na garganta e na boca e são transmitidas ao ouvido interno pelos ossos da cabeça. Por sua vez, o ouvido interno vai transformá-las em impulsos elétricos e enviá-las para o cérebro, como em qualquer outro som.

No entanto, a acústica do crânio reduzirá a frequência dessas vibrações ao longo do caminho e adicionará tons mais graves a elas, o que não é possível de ser feito com os sons vindos do ar.

O resultado é uma voz mais limpa e mais suave que a gravada (e bem menos aguda).

Resumindo, quando você ouve sua voz gravada, está a ouvindo a versão que contém apenas as vibrações que viajam pelo ar. Quando você fala, o som é uma combinação de vibração do ar e dos ossos.

Mas, afinal, as pessoas ouvem minha voz como ela é na gravação ou como eu a ouço?

Como a maioria dos sons viaja pelo ar, a voz gravada é a que mais se assemelha com a voz que outras pessoas ouvem quando falamos. Por isso, é melhor se acostumar…

Por que as vozes são diferentes?

A voz é uma característica tão exclusiva, que até gêmeos idênticos possuem vozes diferentes.

Inúmeros fatores determinam essa variação, entre eles o comprimento e espessura das pregas vocais (ou cordas vocais) e as diferenças anatômicas da garganta.

As cordas vocais das mulheres crescem menos que as dos homens, daí a frequência da voz feminina ser mais aguda, por exemplo. Além das cordas vocais, alterações hormonais, principalmente na adolescência, também influenciam no tipo de voz.

A voz que você chegar à vida adulta será, provavelmente, a que te acompanhará por boa parte da vida. No entanto, com o envelhecimento, ela tende a mudar, porque, depois de uma vida toda de conversa, as cordas vocais e o tecido que a reveste começam a enfraquecer e as membranas ficam mais finas e secas.

Fonte: Alexandre Enoki, otorrinolaringologista do Hospital Paulista e The Washington Post

 

Matéria na integra:

http://noticias.uol.com.br/ciencia/ultimas-noticias/redacao/2015/12/16/clique-ciencia-por-que-e-tao-estranho-ouvir-nossa-voz-quando-gravada.htm

 

Conclusão:

 

A questão não é a sua voz ou o sistema de gravação mas a percepção que temos na nossa voz. A solução é nos gravarmos mais frequentemente, assim iremos nos acostumar com essa diferença. A medida que nos acostumamos poderemos adquirir cada vez mais conhecimento de como realmente estamos cantado e o que podemos fazer para melhorar sempre. A gravação é aliada na busca de uma voz melhor!

Até o próximo post!!

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