Colocação da Voz 2 – Ressonâncias e Sensações

Olá Pessoal!

 

Semana passada no post Colocação da Voz 1 – O Som e o Conhecimento das Cavidades de Ressonância eu prometi abordar mais a respeito das sensações de ressonância que sentimos ao cantar.

No trabalho que tenho com meus alunos sempre friso que a técnica vocal aplicada ao canto consiste em três ações: suporte correto do ar, ajustes precisos dos músculos da laringe e relaxamento do corpo. Para mim, resumidamente, essas são três ações fundamentais para se conseguir resultados com qualquer voz e estilo. É bem verdade também que dentro desses pontos existem muitos sub ajustes, percepções e conhecimentos que acabam gerando mais e mais ações da parte do cantor para melhorar a sua condição vocal e lhe dar mais conhecimento sobre a técnica. Uma percepção que temos que desenvolver é a de como e aonde sentimos a voz. Muitas expressões descrevem essas sensações como a “voz de peito“, “voz de cabeça“, “voz de garganta” e por ai vai…

O objetivo desse post é de ajudar a esclarecer dúvidas em relação a vibração da voz. Quando está certo e quando está errado. Então vamos lá!

Sensações de ressonância e a colocação da voz

 

Vimos no post passado que o som se propaga em elementos sólidos, líquidos e gasosos. Vimos também que ele tem a capacidade de ressoar mais em alguns elementos do que em outros e que para ser ter uma melhor projeção da nossa voz ele deve ser direcionado para a região da nossa cabeça aonde possui algumas cavidades de ressonâncias que irão timbra-lo e amplifica-lo.

Apesar de todo o nosso esforço em manter nossa voz concentrada ainda assim teremos sensações da vibração do som distintas dentro de nós quando cantamos em uma região grave, média, aguda ou sobreaguda. Isso é normal e sadio, mas precisa ser percebido e analisado para se evitar erros que podem prejudicar sua performance.

As diferentes sensações de vibração da voz que sentimos vem muita da própria característica da produção do som. O som é produzido por um corpo em vibração que são as pregas vocais. A medida que cantamos, produzimos sons graves, médios e agudos. Essas variações de altura acontece por ações dos músculos da laringe entre eles podemos apontar os principais para acontecer esse processo. O músculo Tireoaritenoídeo (TA) e o Cricotereoídeo (CT). As diferentes ações entre eles é o que possibilita as diferentes alturas da voz e suas sensações.

Na figura abaixo podemos observar que os sons são sentidos em lugares diferentes de acordo com a altura das notas. Em notas mais graves temos a sensação de vibrarem mais no peito. Notas medias na região do nariz e olhos, também chamada de máscara, notas agudas na região da testa e notas sobreagudas na região mais acima na cabeça.

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Pontos importantes!

1- As regiões de sensação do som não devem ser confundidas como região de produção da voz! A laringe é o único lugar de produção do som vocal. As diferentes maneiras como acionamos os músculos vocais produzem sons diferentes e, com isso, sensações diferentes.

2- A sensação  hora na cabeça, ora mista ou peito pode deixa o timbre desigual e sem projeção além de trazer dificuldades de controle e possivelmente fadiga vocal. O processo do controle da voz e timbre  nessas regiões é alcançado com exercícios e treinamento adequado.

No próximo post abordarei mais sobre as influências que sentimos na voz quando cantamos em ambientes com uma acústica diferente da que estamos acostumados. Como um lugar com muito eco ou muito seco afeta a nossa voz?

Bom estudo!!!

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