O que se precisa para ser um grande tenor? Parte 4 – O tenor e a mídia.

 Olá Pessoal!

 

Esta é a última parte do documentário realizado pela BBC intitulado “What makes a great tenor“. Neste quarto vídeo o documentário aborda a contribuição de grandes tenores do passado no desenvolvimento e ampliação da mídia fonográfica e cinematográfica.

studio_ed_urlus90 anos de diferença…

Ao lado uma gravação por volta de 1925.

Abaixo o tenor alemão Jonas Kaufmann gravando a ópera Aida de Giuseppe Verdi em 2015.

 

 

 

 

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Como é fácil gravarmos nossa voz hoje em dia! A tecnologia evoluiu tanto que podemos gravar um áudio ou vídeo em leves dispositivos portáteis e com uma qualidade excepcional. De celulares com câmeras digitais até equipamentos profissionais de alta performance, todos estão acessíveis a todos os bolsos e necessidades, mas nem sempre foi assim…

 

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O início…

No início do séc. XX, fazer uma gravação requeria um aparato bem rudimentar e estranho se olharmos com nossa visão de hoje. Naquela época os equipamentos fonográficos captavam as vibrações do som através de uma membrana posicionada no final de um cone que, finalmente, passava estas vibrações para uma agulha posicionada em tubos de cera. Este era o processo do Fonógrafo, inventado por Thomas Edison em 1877.

O que parece muito arcaico para nós era o máximo em tecnologia na época e os grandes cantores não somente se beneficiaram com essas novidades como também a ajudaram a propagar o avanço da mídia.

Luz, câmera, ação!

Com o final da segunda guerra mundial, muitos cantores europeus se depararam com a triste realidade de viverem em um continente devastado, pobre e sem grandes perspectivas. A solução para muitos foi atravessar o atlântico e ir para a América, mais precisamente Hollywood!

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Ao lado vemos a soprano wagneriana norueguesa Kristen Flagstad em um programa de TV apresentando uma cena da ópera As Walkirias de Richard Wagner

Abaixo uma cena do filme Thrill of a Romance de 1945 com o tenor dinamarquês Lauritz Melchior (de terno azul) fazendo um dos papéis principais.

Na televisão…

Muitos foram os programas de televisão que abriam as portas para cantores líricos na época do pós-guerra. A mídia logo saberia explorar o potencial desses artistas, e estes perceberam também uma grande vitrine que expandia a cada ano que passava. Estava criada a sinergia artista e mídia!

Um dos programas de maior destaque foi o “Producer´s Showcase”  que era o sucesso da emissora NBC da década de 50  e apresentavam uma variada seleção de artistas e muitos eram cantores líricos.

No cinema…

As produções cinematográficas encontraram nos artistas líricos, sobretudo os tenores um novo tipo de galã que não somente sabia atuar, mas possuía uma grande voz. Grandes artistas como Lauritz Melchior e Giovanni Martinelli foram alguns que apareceram em muitas produções, mas, principalmente Mario Lanza o principal tenor/ator da época que mais atuou em Hollywood estrelando em muitos filmes.

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Ao lado e abaixo o tenor Mario Lanza em ação em filmes.

Hoje em dia…

Confira no vídeo abaixo o resultado de todo esse processo que começou no início do séc. XX e se desenvolveu até nossos dias,

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